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Exposição Beleza Oculta revela detalhes em fotografia macro

publicado em: 27/02/2014

Uma das exposições que abre na Furb nesta quinta-feira, 27 de março é a do fotógrafo amador e professor da Furb Cláudio Guimarães. A mostra Beleza Oculta pode ser visitada até dia 22 de março nos corredores dos blocos B e C do Campus I da Furb.

 

BELEZA OCULTA
Cláudio Guimarães

 A fotografia MACRO tem por mérito propiciar imagens detalhadas de “objetos” diminutos ao olhar humano. A limitação da visão humana não nos permite vislumbrar, com detalhes, a beleza oculta de seres e formas que estão fora da nossa dimensão de foco.

Na fotografia macro, revela-se, com amplitude, uma dimensão de cores e estruturas, alheias ao nosso dia-a-dia. Podemos contemplar o belo nas formas mais diminutas e, dessa forma, sentir que o belo está, também, além do nosso campo de visão.

Tecnicamente, a fotografia macro, é útil para os estudos técnico/científicos nas áreas de biologia, odontologia, mineralogia, engenharia, entre outras tão importantes, que necessitam de amplitude nos detalhes dos objetos diminutos.

 “O gosto pela fotografia me companha desde o início de minha graduação em Farmácia. As primeiras imagens reveladas pelos microscópios antecipavam que a beleza das formas, e a ciência seriam, sempre, companheiras inseparáveis. Compreender o encontro da ciência com o belo permitiu que a fotografia, para além de um hobby, se tornasse consciência de que a vida, em um mundo condicionado pelo estresse, precisa ser relembrada e vivida naquilo que presença aos olhos, é provocação ao sonho. Fotografar, para mim, é como transpor os abismos que nos separam de uma vida que valha à pena ser vivida. Uma vida encantada e encantadora, em seus mínimos e preciosos detalhes. Gosto de pensar, lembrando Shakespeare, quando este nos fala da relação entre a noite e os sonhos. Não é a noite, mas o sonho o que verdadeiramente importa. De fato, não é a fotografia, mas os mundos que ela revela e os sonhos que provoca o que verdadeiramente importam. Permitir a leveza do sonho que as imagens cristalizadas em uma fotografia nos trazem é, sem dúvida, uma oportunidade ímpar de não nos exilarmos de nossa própria humanidade.”

Cláudio Guimarães